Liberte-se da necessidade de agradar: você não precisa ser querido por todos!
24/08/2020
Como seres humanos, é normal que carreguemos muitos traumas e pesos emocionais, os quais nem mesmo sabemos a sua origem. Ainda assim, são choques que afetam nossa vida adulta e podem, de fato, criar relações limitantes consigo mesmo e com os outros.
Um caminho a ser considerado no processo de identificação dessas feridas é a cura da criança interior. É aquela que, apesar de já ter crescido, ainda vive dentro de você. E por estar presente, ela influencia muitas de nossas ações e comportamentos, funcionando como um reflexo de um trauma anterior.
Identificar as raízes desses sentimentos negativos pode resgatar um “eu” perdido no tempo, esquecido ou negligenciado em algum momento de seu passado. E nisso reside também a latente necessidade de agradar.
Essa sensação provém de uma urgência extremamente intensa de ser aceito, querido e amado, mas sem distinção de pessoa. Isso porque a criança interior tem medo de ser deixada e abandonada por qualquer um que seja, caso não se alinhe às expectativas alheias.
A necessidade de agradar
A vontade que algumas pessoas possuem em agradar outras, na verdade, é um sentimento muito comum. E nada tem de errado em querer ser reconhecido ou apreciado. O problema surge quando esse ímpeto vira uma necessidade da qual o indivíduo não consegue se desvencilhar.
Seja por medo do julgamento alheio ou por padrão de comportamento, ser dependente da aprovação e reconhecimento dos outros é uma crença extremamente limitante. Isso porque, quando uma pessoa apresenta essa inclinação, ela está, na verdade, vivendo a vida do outro e não a sua.
A pessoa que se sente dessa maneira pode ter sido muito comparada durante a infância, com um irmão mais velho, um primo próximo, um amigo muito inteligente ou um vizinho obediente, por exemplo. Ao ser constantemente posta à prova, a criança entende que deve igualar seu comportamento para que também seja elogiada.
A busca por reconhecimento no outro é fruto, portanto, de um sistema de punições e recompensas, no qual o indivíduo é elogiado quando se alinha às expectativas alheias e punido quando se afasta delas.
Assim, a criança registra essa dinâmica e carrega esse padrão de comportamento para o resto da vida, sem nem mesmo perceber onde foi que ele começou. Contudo, atitudes como essa poderão se transformar em uma vida de medo, medo de ser julgado e abandonado.
Liberte-se deste fardo
Como, então, se libertar deste fardo tão grande? Ninguém quer, de fato, viver uma vida limitante e de medo. E realmente não precisa! A maioria das motivações em ser reconhecido e querido por todos reside no receio de ser abandonado e esquecido, um sentimento forte de rejeição.
Essa sensação muitas vezes é uma marca de infância. Uma cicatriz que acompanha sua vida desde pequeno. E pode se tornar um verdadeiro peso que trava suas relações e seu crescimento pessoal.
Nossa existência não foi criada para satisfazer as expectativas dos outros. Quando se preocupa com o julgamento que farão de você, das suas atitudes e da sua aparência, sua vida não está sendo, de fato, vivida. O que se está fazendo, na verdade, é viver a vida do outro. E isso é o que não queremos!
Portanto, é importante que tomemos as rédeas da nossa própria vida e não sejamos reféns de algo que foge ao nosso controle. Porque vamos combinar, não podemos decidir pelo outro se ele vai gostar ou não da nossa personalidade.
Ao entender como esse padrão de comportamento e atitude foi criado, é possível atacar a raiz do problema que, muitas vezes, reside em épocas muito anteriores a que estamos vivendo.
Assim, se você se interessou e quer saber mais sobre o assunto, confira o Workshop que produzi especialmente para quem procura se curar de traumas de infância e fazer as pazes com o passado. Encontre forças e siga uma feliz caminhada adulta!
Gostaria de lembrar que é sempre um prazer tê-lo aqui no meu blog. Vários outros conteúdos estão disponíveis e espero que cada um possa ajudá-lo a ter uma vivência mais plena e feliz. Até uma próxima!
![]()
O que achou do conteúdo?
Deixe o seu comentário aqui